O ser humano é um grande ditador. É ele quem determina, por exemplo, que
espécie animal deve ou não ter o privilégio da vida. Faz isso com a sua própria
espécie também, inclusive estereotipando e determinando seus lugares na selva
social. Somos inúmeros grupos distintos com suas bandeiras e certezas tão
fortes quanto bibelôs de cristal.
Por incrível que pareça, eu não sou intolerante como muitos devem imaginar, muito pelo contrário. Desde que iniciei este blog todos os temas tem um tópico em geral: O respeito ou a ausência dele. Mas diante do desrespeito eu serei eternamente uma intolerante.
Por incrível que pareça, eu não sou intolerante como muitos devem imaginar, muito pelo contrário. Desde que iniciei este blog todos os temas tem um tópico em geral: O respeito ou a ausência dele. Mas diante do desrespeito eu serei eternamente uma intolerante.
Contrariando a regra religiosa, também nunca acreditei que pudéssemos
amar ao próximo como a nós mesmos e sim, respeitar ao próximo. Respeitar
incondicionalmente alguém independente da sua raça, religião, posição social e
constituição física e mental, é uma obrigação civil, além de fazer muito bem a
alma.
Somos uma raça que evoluiu tanto cientificamente e tecnologicamente, mas
que continua tratando anões como aberrações de circo. Hoje você nem precisa
mais ir até eles porque as emissoras de televisão se encarregam de levá-los à
sua casa.
Continuamos ditando, mesmo que silenciosamente, que mulher ‘não entende
de nada’. As bonitas só são gostosas e se são sexualmente ativas, são
vagabundas. Mas se forem mais reservadas ganharão o título de lésbicas. E as
loiras então, são as piores porque além de tudo, continuam burras.
“Homem bonito é veado”... E veado continua sendo um adjetivo pejorativo.
“Japonês tem pinto pequeno”... Pinto continua sendo algo importante.
“Homem que é homem, come todas”... Virilidade ainda é uma grande
qualidade masculina.
Preto ainda carrega o estigma do servir... E servir continua tendo uma
conotação escravagista onde o merecimento é do senhoril. Há aqueles também que
se julgam mais evoluídos e proclamam que “Preto também é gente”.
Qualquer cearense é taxado de ‘baiano’... Sendo que o Norte e Nordeste
continuam a periferia mal quista do Brasil.
Rico é explorador... Como se ato de explorar estivesse interligado ao
seu degrau social.
Todo gordo é preguiçoso e o magrelo continua sendo uma ruindade... Sua
aparência física continua delineando seu lugar ao sol.
Ter caráter é ser otário. E em um mundo repleto de pessoas brilhantes,
ser ‘o otário da situação’ não é lá uma grande vantagem.
Ah, nós humanos... Como somos pretensiosos e ditadores. Somos tão
espetaculares e ao mesmo tempo retrógrados, presos em velhos paradigmas. E ai
de você aí se sair do ‘meu’ padrão pré-estabelecido, tão rígido, seguro,
‘quentinho’ e tão bem estruturado que me serve apenas para manter nos eixos
essa minha vida quadrada, atrasada e aparentemente tão sem nexo.
Como bem disse Marcelo Tas: “Gostar de bicho é fácil, difícil mesmo é
ter generosidade, paciência e humor para lidar com os humanos”.
E eu como um grande feijão azul perdido neste enorme prato de macarrona, só gostaria de perguntar:
E eu como um grande feijão azul perdido neste enorme prato de macarrona, só gostaria de perguntar:
- “Qual será mesmo o horário para o primeiro
ônibus com destino a Marte?”
That´s all folks!

Nenhum comentário:
Postar um comentário